GOL 1667 – Uma tupiniquim na berlinda


Bem vindos à bordo de mais um Flight Report. Depois de três avaliações de empresas estrangeiras, hoje nosso colega Johnny Barbosa vai avaliar uma empresa brasileira, em uma rota doméstica. Está curioso para saber como a Gol se saiu na avaliação? Então confira.


Terça-feira, 05 de janeiro. A data da minha primeira viagem do ano de 2016 e que também marcaria o retorno dos meus voos pela Gol após o período de 01 ano. Neste período a companhia anunciou diversas mudanças e eu estava curioso para conferir essas mudanças, se de fato elas haviam sido implementadas e qual o possível impacto positivo que elas trariam para os serviços da empresa, que infelizmente de uns anos para cá, haviam tido uma queda considerável em seus níveís de qualidade.

Porém, para minha decepção, boa parte das melhorias anunciadas ainda não foram efetivamente implementadas, mas deu para perceber que a empresa está realmente em um processo de mudança. Por isso acho que veremos ainda muitas novidades na laranjinha ao longo desse ano.

Cheguei ao Aeroporto de Confins exatamente às 13:25hs e, como sempre faço em todos os voos domésticos, fui direto ao toten de autoatendimento para realizar o check-in para o voo 1667, com saída prevista para as 15:30hs rumo ao Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro.

Após realizar o procedimento, fui ao balcão para despachar minhas bagagens e o fiz de maneira também rápida e tranquila. No momento em que eu passava pelo raio-x, uma preocupação. Um anúncio pelo sistema de som de que o voo poderia sofrer um atraso pois o avião que faria o voo ainda não havia pousado, o que na verdade acabou não se concretizando.

Exatamente às 15:00hs, meia hora antes do horário previsto para a decolagem, fomos chamados para o embarque pelo portão 01, onde estava o Boeing 737-800. O avião, apesar de ainda estar com a antiga identidade visual da Gol, aparentava ser um dos mais novos da frota, tamanho era o seu impecável estado de conservação. Fomos recebidos com muita simpatia e cordialidade pelos comissários. O embarque foi muito rápido e pontualmente, às 15:30hs, o voo 1667 iniciou taxiamento para decolagem. O 737 rapidamente subiu e estabilizou na altitude de cruzeiro, bem acima da camada de nuvens e pouco tempo depois os comissários iniciaram o serviço de bordo.

Durante mais de dois anos a Gol cobrou, e caro, pelo seu serviço de bordo. Apenas a água era distribuida gratuitamente nos voos domésticos. A desculpa inicial era oferecer aos passageiros a opção de adquirir um serviço “diferenciado”, mas na verdade, o motivo era outro: contingenciamento de despesas. Mas durante solenidade de lançamento da nova logomarca em agosto do ano passado, a empresa havia anunciado entre outras novidades, o retorno do serviço de bordo gratuito, que seria ofertado mesmo com a manutenção do serviço de bordo pago.

Apesar do retorno, o serviço de bordo gratuito atual continua com o mesmo padrão do anterior. A diferença é que ao invés das barras de cereal, amendoins e biscoitos, agora são mini pacotes de snacks orgânicos, produzidos pela empresa Mãe Terra e em embalagem personalizada. As opções de bebidas também continuam exatamente as mesmas: Refrigerante, suco e água mineral.

Porém algumas coisas ainda não mudaram, como o pitch que ainda continua bem apertado, principalmente para sujeitos com mais de 1,80m, como é o meu caso. A poltrona, de tecido cinza, também não tinha boa reclinação. Para quem estivesse disposto a desembolsar um pouco mais para ter um pouco mais de espaço, estavam disponíveis, como sempre, as poltronas especiais que a Gol chama de “+ conforto”. Elas oferecem uma reclinação maior em cerca de 10 graus e 3 polegadas a mais de pitch. Elas ficam na parte dianteira do avião e devem ser adquiridas no momento da reserva a um custo de R$ 30. Porém pela duração curta dos voos para o Rio de Janeiro, achei que não valeria a pena.

A aproximação para o pouso no Aeroporto Santos Dumont foi feita com o tradicional “pião”. Um giro de 270º sobre a Baía de Guanabara e a Ponte Rio/Niterói para alinhamento com a pista, o que nos permite uma vista aérea espetacular da cidade maravilhosa e faz deste um dos meus voos favoritos.

       

Após exatos 38 minutos de voo, o Gol 1667 pousou no Rio de Janeiro. O pouso foi duro, como esperado em uma pista de apenas 1300m, com uso de reversores e spoilers ao máximo. Taxiamos e desembarcamos na remota do Santos Dumont.

Avaliação:

As notas vão de 0 até 10

Reserva: Nota 10

Emitida com milhas do programa Smiles em menos de 10 minutos.
Antes tudo fosse fácil assim.

Check-in: Sem nota

Feito no toten de autoatendimento. As bagagens foram despachadas no balcão após isso.

Embarque: Nota 8

Organizado com as devidas prioridades sendo respeitadas.

Assento: Nota 7

De tecido. Reclinação e pitch apenas honestos. O padrão Gol de sempre.

Serviço de bordo: Nota 8

Embora o serviço de bordo gratuito tenha voltado, ele continua no mesmo padrão do antigo.

Comissários: Nota 10

Simpáticos e atenciosos

Sistema de entretenimento: Sem nota

Apenas a revista de bordo da companhia estava disponível.

Desembarque: Nota 8

Um pouco demorado. Embora ocorrido no remoto do Santos Dumont, não foi permitido o desembarque pela porta traseira do avião.

Pontualidade: Nota 10

Saída e chegada no horário.

Cuidado com as bagagens: Nota 10

Entregues em perfeita ordem.

Nota final: 7,10

Comentário final:

Nesse meu retorno aos voos da Gol, encontrei uma companhia quase no mesmo patamar de um ano atrás, com muito ainda por melhorar. Mas também encontrei uma companhia que, claramente, ascena com mudanças, querendo acertar mais do que errar, e isso realmente conta muito, pelo menos para minha pessoa. Sinceramente torço muito para que essa nova Gol que foi prometida, nasça de fato, porque apesar de tudo, ainda continuo gostando muito da Gol. Da nossa laranjinha.

 

 

JOHNNY BARBOSA

 


sm-wendell